Candidatura de Sergio Moro testa os limites do jornalismo comercial no Brasil


Imagem: reprodução.

O pré candidato à presidência da República pelo PODEMOS, o Ex juiz da lava jato Sergio moro caiu nas graças da grande mídia neoliberal brasileira. Alias, não é de hoje que a grande mídia comercial brasileira tenta de qualquer jeito empurrar goela baixo seus ungidos escolhidos para disputar a presidência do país.


Os mais antigos se lembraram do famoso debate de 1989 em que Lula e Collor de Melo disputava o segundo turno da eleição presidencial. O debate entre Lula e Collor foi gravado e transmitido recortes do debate no jornal nacional, que na época tinha uma audiência que chegava a 75 pontos no ibope.


Acontece que o debate foi manipulado com edições que claramente favoreciam Fernando Collor de melo. Em algumas cenas, reconstituiu o desempenho de Collor e de Lula – com uma seleção de imagens nitidamente desfavorável a Lula em dois sentidos: deu alguns minutos a mais a Collor e mostrou os melhores momentos de Collor sem fazer o mesmo com Lula.


A impressão deixada por esta reedição foi imediata: ficou visível, para a grande maioria do eleitorado que não assistira ao debate todo, que Collor se mostrara mais competente. Esta impressão se refletiu nas pesquisas realizadas nos três dias subsequentes – entre os quais o próprio dia do pleito: Collor voltou a subir e Lula caiu. Como consequência, Collor venceu. No entanto, uma grande controvérsia foi levantada por parte da imprensa em torno desta reedição do debate. A própria direção da emissora acabou por reconhecer que aquela versão do último debate teve nítida influência sobre o resultado da eleição, vindo a demitir o Diretor de Jornalismo que fora responsável por aquele resumo do debate.


Este caso da tv globo no debate presidencial de 1989 é só mais um de vários casos em que o jornalismo brasileiro tomou um lado durante uma eleição presidencial. Isso fica bem evidente quando analisamos o quanto de espaço na grande mídia foi dada a visita de lula na Europa, onde o mesmo foi recebido por onde passou com honras de chefe de estado, e os aplausos que lula recebeu durante seu discurso no parlamento europeu mereceu do jornal nacional apenas 31 segundos de reportagem, enquanto que a mesma edição do jornal nacional deu 3 minutos para mostrar o ato filiação de Sergio moro no Podemos.


Como já foi dito aqui nesse texto não é um crime escolher uma linha editorial que favoreça um candidato, e o que é errado e antiético dentro do jornalismo e a manipulação dos fatos, edição de imagens ou entrevistas editadas.


As eleições presidenciais de 2022 serão um tira teima do que foi em 2018 com grande parte da mídia direcionando tempo em jornais e portais da internet a Sérgio moro, com a revista veja publicando suas capas tradicionais onde mostra Sérgio moro como herói da nação que irar salvar o país da corrupção, os jogadores mudam, mais a ideia da mídia brasileira é só uma: eleger um candidato que prometa as ditas reformas estruturais, retire direitos conquistados dos trabalhadores e seja Neoliberal o suficiente pra agradar o mercado financeiro. Não deu certo com Bolsonaro, e agora a grande mídia comercial está com Sérgio moro em 2022.





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