Até quando? Professor faz apologia ao estupro em aula


No último dia 25 um vídeo bastante polêmico viralizou nas redes socias, de uma aula prática do Centro Universitário Metropolitano da Amazonia (UNIFAMAZ), do curso de medicina, um professor pergunta para a aluna se na ela não levaria o vidro de lubrificante quando ela fosse estuprada, após ela esquecer que não passou o produto no equipamento usado na intubação de pacientes.


O vídeo foi gravado no dia 17 de novembro, mas somente ontem ele começou a viralizar nas redes sociais, no entanto as falas que fazem apologia ao estupro ganharam proporção pelas mulheres e alunos da instituição UNIFAMAZ, que indignados com a situação fizeram um ato de protesto contra a fala do professor nesta sexta, 26 de novembro. O professor foi demitido da UNIFAMAZ, no entanto leciona na UEPA e UFPA.




A UNIFAMAZ demitiu o professor somente hoje depois de quase um mês do ocorrido, porém se o vídeo não tivesse tomado à proporção que tomou, será que a universidade teria demitido o Docente? Por que só agora UNIFAMAZ? Cadê a responsabilidade da universidade quanto à preservação e cuidados com os alunos? Nesse período que o vídeo esteve arquivado a vítima e seus colegas que presenciaram a situação tiveram que se manter em silêncio, e o compromisso humano e de qualidade pautado no respeito que a universidade prega ficou aonde?


Só a demissão é suficiente? A resposta que a sociedade quer ouvir provavelmente é NÃO, pois assedio é crime e posições judiciais contra esse crime deverão ser tomadas, de modo que a instituição deveria ter a responsabilidade de impulsionar para que a justiça de fato seja feita.


Após o caso ter tomado repercussão, a universidade Federal do Pará (UFPA), em nota pontua que tomou conhecimento do assedio praticado pelo Docente e solicitou a procuradoria geral uma análise para tomar providências cabíveis no âmbito da instituição.




A UEPA em nota repudia o ato do assedio, e qualquer prática dessa natureza, além de se solidarizar com a aluna, assim como passou o caso para a procuradoria jurídica (PROJUR) tomar as providências. Veja a nota abaixo:




A pergunta que as mulheres fazem é, “Até quando vamos passar por situações como essa? Quando vamos ser respeitadas e não mais assediadas?” Infelizmente o assedio e o desrespeito a mulher é uma barreira ainda não superada, mesmo que com lutas milenares na tentativa dessa cultura do patriarcado que tira das mulheres o direito de ser iguais nos espaços conquistados, mesmo nas universidades.

Falas como essas transmita reafirmando que o patriarcado juntamente ao conservadorismo está tão enraizado, que mesmo um professor com toda a carga de conhecimento adquira ao longo de sua carreira expõe falas machistas. O conhecimento libertador infelizmente ainda não atingiu a raiz da ignorância incessante dos que não se libertam da arrogância para receber a sabedoria.


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