Após 50 anos uma mulher paraense ganha o prêmio literário Jabuti


Monique Malcher foi vencedora do prêmio Jabuti 2021 tradicional prêmio literário do Brasil, concedido pela Câmara Brasileira do Livro, o prêmio Jabuti, chega a sua 63ª edição. Monique Malcher concorreu ao prêmio na categoria Ficção, com o livro ‘’flor de Gume’’. Monique foi a segunda mulher paraense a concorrer e vencer ao prêmio Jabuti em 50 anos, a primeira a entrar e conquista a disputa foi Olga Savary em 1971.


Monique começou sua carreira literária aos 10 anos, e para incentivar o publico a lerem seus livros a jovem vendia nos ônibus, mas o destino deu uma linda volta na vida da escritora e hoje foi premiada pela sua obra; não qualquer obra. O livro Flor de Gume conta com 37 histórias da vida e realidades de muitas mulheres brasileiras, com narrativas de sua mãe e avó, além de narrativas e experiencias de outras mulheres que cruzaram sua vida em algum momento.


Para chegar até grande o prêmio, após sua indicação Monique passou por muitos preconceitos, segundo ela em entrevista ao Brasil de fato, a escritora afirmou que as pessoas falam que sua literatura é literatura regional, Monique afirma que sim tem regionalismo, mas não apenas, afirma ser uma literatura brasileira universal, uma vez que sua obra fala dos sentimentos que são universais, no entanto Monique questiona o fato de palavras como essa não chegarem para escritores do sul e sudeste do Brasil, dizendo que suas literaturas são regionais.


Em suas redes sociais Monique publicou um texto emocionante em que diz, ‘’Me deixe cantar até o fim, eu vou cantar até o fim. Antes do meu nome ser retirado daquele envelope roxo ontem… ouvia a voz de Elza Soares enquanto chorava agarrada ao meu livro. Eu vou escrever até o fim, cantava na licença poética. Nunca senti o que fisicamente se inscreveu’’. Afirmou a escritora.


Monique, paraense natural de Santarém e de origem indígena, apaixonada por literatura, fala que ninguém vai apagar sua conquista de um dos maiores prêmios do Brasil, no entanto a premiação merecida deu ainda mais animo a escritora que não pretende parar de escrever.

‘’No dia 25 de novembro de 2021 Monique Malcher neta de mulheres ribeirinhas, artistas, cabanas, indígenas do interior do oeste paraense, de uma cidade chamada Santarém, filha de professora… ganhou um dos maiores prêmios da literatura brasileira. E isso ninguém vai apagar. Disse Monique.

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