Amiga de Eguchi, a desembargadora Maria do Carmo Cardoso, suspende inquérito da “operação Migrador"


Imagem: redação do Pimenta Malagueta

Em julho deste ano, a máscara do homem que se julgava o mais “honesto”, caiu. Everaldo Eguchi que construiu sua carreira política se dizendo ser contra a corrupção no Pará, teve sua face verdadeira exposta: É corrupto sim!


O delegado corrupto estava sendo investigado de obstruir a operação “migrador”. Segundo a polícia federal, Eguchi foi Alvo da operação 'Mapinguari', que apura possíveis vazamentos da operação 'Migrador', da Polícia Federal, em 2018, o Delegado Federal Eguchi foi afastado de suas funções da PF, após pronunciamento do Ministério Público Federal. E a investigação seguiu. No entanto, o delegado corrupto deu um “jeitinho brasileiro” e obteve ajuda de uma amiga desembargadora.


A “ajudinha” veio da desembargadora Maria do Carmo Cardoso, que determinou a suspensão do procedimento criminal contra o delegado Everaldo Eguchi, em trâmite na Vara Única da Subseção Judiciária de Marabá, e o retorno dele ao cargo, até o julgamento definitivo do habeas corpus.


Orientado pela desembargadora, a defesa de Eguchi, ingressou, então, com habeas corpus com pedido liminar para suspender os efeitos da decisão. Para a desembargadora – amiga do Eguchi - que analisou o pedido, “é possível identificar, ao menos no atual cenário, questões políticas e pessoais como fatores determinantes para a abertura da investigação que se baseou em denúncia anônima contra o paciente”, disse, referindo-se às denúncia contra Eguchi. Curioso não?


Maria do Carmo Cardoso afirma também que os indícios apontados nos relatórios de inteligências são frágeis. “Uma vez que a conexão online na rede social Facebook como “amigo” em um universo de usuários virtuais não permite confirmar que de fato as pessoas são próximas ou ao menos se conhecem”.


Que país é esse? No entendimento da desembargadora, não há fato novo que justifique a investigação de Eguchi no bojo da Operação Migrador, uma vez que os fatos imputados como criminosos ocorreram em 2018, e as ações contra o requerente remetem ao ano de 2020, ou seja, mais de dois anos depois dos supostos fatos.


“Não se afigura razoável, portanto, afirmar que o suposto vazamento objeto da operação tenha partido do paciente”, avaliou Maria do Carmo Cardoso, ao deferir o pedido de liminar em favor do delegado, argumentando que o caso precisa ser analisado com maior profundidade no instante do julgamento definitivo.

Eguchi provando mais uma vez, que quem tem amigos, têm tudo nesta vida. Everaldo Eguchi foi envolvido no maior escândalo na justiça do Pará neste ano de 2021 e até ficou foragido da polícia federal que o investiga por crimes de violação de sigilo funcional, corrupção passiva e ativa, e associação criminosa. E mesmo assim a desembargadora diz que as provas são frágeis.

Eguchi está atuando em uma organização criminosa dedicada à exploração de minério manganês. Do que mais a desembargadora Maria do Carmo Cardoso precisa para entender que o delegado é corrupto? Eguchi informava alguns alvos de investigação pela PF sobre quando a instituição iria fazer busca e apreensão, ajudando os bandidos.


De quem era o dinheiro encontrado na casa de Eguchi? Da onde Eguchi teria tirado tanto dinheiro? Responda senhora desembargadora!




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